O Equilíbrio das Cores Frias

Quando queremos dar um toque de frescor e ainda retratar leveza e harmonia aos ambientes, as cores frias podem ser uma excelente opção.

São elas as responsáveis pelas sensações de limpeza, de suavidade e equilíbrio nos lares. Quem é que nunca olhou para o azul do céu na busca da paz e da serenidade, ou então se encantou com o verde das matas e das florestas?

Pois é, as cores frias podem relaxar e, ao mesmo tempo, produzir um efeito de calma e tranquilidade para uma vida melhor.

Fazem parte desse grupo os tons de azuis, verdes e violetas, responsáveis por criarem uma atmosfera mais calma e mais refrescante nas casas. Aos nos referirmos a esse grupo, somos levados as lembranças associadas à cor do céu, ao verde das folhas e das águas, aos tons de violeta encontrados nas uvas e nos elementos religiosos. Quando nos deparamos com as gôndolas de supermercado, também encontramos as mesmas cores empregadas nas embalagens de produtos de higiene e limpeza, pois sua função é dar a ideia de equilíbrio e purificação às casas.

Entre os grupos de cores sugeridas para as paredes da casa, as cores frias devem receber uma atenção extra, pois assim como podem produzir a sensação de paz quando bem empregadas, também podem gerar a depressão e a falta de entusiasmo. A escolha dos tons mais diluídos e o excesso do emprego dessas cores em um único ambiente denotam a frieza e a ausência de emoções, responsáveis pela falta de estímulo e vitalidade nos espaços.

Para se criar um efeito positivo é necessário escolher o tom para cada ambiente. As cores frias são as mais indicadas para os ambientes onde desejamos criar uma atmosfera mais suave e energizante como cozinhas, banheiros e lavanderias. A própria água é associada à esses tons, produzindo um efeito relaxante e acolhedor.

Segundo as técnicas para a harmonização de espaços, esse grupo é responsável por criar mais clareza e ordem nas casas, sendo a cor azul a mais fria entre todas as citadas.
De acordo com os chineses, o azul descreve a serenidade dos céus, mas também pode produzir a sensação de baixa autoestima e introspecção. Pode até ser utilizada em paredes, mas sua exposição não deve se estender por mais de três anos, período em que sua influência passa a criar o desconforto e a apatia em relação aos estímulos cotidianos.

O verde denota a sensação da vida, do frescor e da natureza. Seu emprego gera calma e atenção aos cuidados pessoais, já que é uma cor associada ao elemento Terra e aos benefícios produzidos pelo seu emprego nas casas. Seu uso já abrangeu a área da medicina, tornando-se uma cor fundamental no auxílio a recuperação de doenças e procedimentos cirúrgicos.

Já o violeta é a cor da transmutação de energias e muito ligada à espiritualidade. Seu uso é vasto no ocultismo e na religiosidade, sendo a cor púrpura a escolhida para as vestes dos cardeais da Igreja Católica, símbolo da fé e da dedicação ao espírito. Na cromoterapia também encontramos a cor lilás como sugestão para a cura da insônia e para a indução à uma boa noite de sono, mas deve ser utilizada somente através de luzes. Em paredes pode provocar a falta de vontade e motivação.

Nessa semana trouxe algumas dicas para o emprego desse grupo de cores nas casas, destacando seu uso incorreto e os efeitos criados na vida de seus habitantes. É importante destacar que sua maior influência será para a aplicação em paredes. Confira a seguir:

– Evite as cores frias em tons muito diluídos como os pastéis. Prefira destacar apenas algumas paredes com o emprego das cores em tons mais vibrantes. Sua presença deve fazer-se notar, evitando os tons que possam induzir a transparência nos ambientes. Ao pintar o quarto das crianças nesse tom, assegurasse de não estender sua exposição por um longo período. Para remediar, equilibre com cores quentes como o vermelho, laranja e amarelo. O azul turquesa, o verde musgo e o roxo são as mais indicadas para esse grupo de cores.

– Os tons de verde denotam a segurança e o bem estar, mas é importante evitar o excesso. Carregar os ambientes com essa cor pode gerar a possessão e o aumento do ciúmes. Para se trabalhar a reabilitação da saúde escolha as nuances mais suaves aplicadas em tecidos e decoração.

– Definitivamente lilás não é uma cor indicada para paredes. Em quartos de casal podem gerar a insatisfação com a relação e a perda do apetite sexual. Em quartos de crianças gera o “melindre” e o desequilíbrio emocional. Prefira o emprego das cores quentes para esses ambientes, caso contrário, suavize os efeitos combinando o lilás com tons de vermelho.

– A cor “gelo”, segundo o Feng Shui, deve ser evitada em paredes. Seu efeito gera depressão em graus mais profundos, além de induzir a tristeza e a solidão. Na escolha de um tom neutro para a casa, o branco é a sugestão mais indicada.

Uma excelente semana a todos,
Luz e Amor
Luiz Netto

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